Autogestão: oferecendo mais autonomia para seu time

SOAP Apresentações Profissionais - 16/12/2020

Todos nós desejamos uma empresa capaz de responder rapidamente e fornecer soluções inovadoras para os problemas, mas como concretizar isso na prática? A resposta pode estar na autogestão.  

 

A autonomia no trabalho abre caminho para que os colaboradores tomem decisões, planejem e executem suas tarefas por si mesmos. Assim, o gestor deixa de ser o gargalo dos processos da empresa, e as equipes agem com mais independência. 

 

Logo abaixo, explicamos o conceito de autogestão e como você pode aplicar o modelo nas suas equipes. Continue a leitura e dê poderes aos seus colaboradores! 

 

O que é autogestão? 

A autogestão é uma modelo organizacional em que os colaboradores têm autonomia plena dentro de suas atribuições. Assim, se o assunto diz respeito às responsabilidades do cargo, a pessoa pode decidir com seus próprios critérios, sem submeter a questão a um superior. 

 

Um exemplo simples é dar aos vendedores liberdade para decidir sobre trocas de produto, descontos, devoluções etc. Nesse caso, o gerente não precisa ser chamado toda vez que surgir uma demanda no estabelecimento comercial. 

 

Perceba, no entanto, que não estamos falando de um poder ilimitado para os colaboradores decidirem sobre qualquer questão. A liberdade existe dentro das regras do jogo, de modo que a autonomia no trabalho ocorre nos casos e situações acordados. 

 

É bastante comum que a autonomia esteja limitada pelos valores, clientes, tarefas ou assuntos envolvidos na decisão. No exemplo anterior, os vendedores poderiam ter poderes, mas apenas até uma quantia “x” em dinheiro. 

Qual é a importância da autogestão? 

Você pode ver a relevância da autogestão na otimização dos processos e produtividade da equipe. É que, em certos contextos, o líder pode se tornar um gargalo das atividades, bloqueando o fluxo de trabalho. 

 

Imagine um profissional que negocia a solução de um problema com o cliente, mas precisa encaminhá-la ao supervisor para aprovação. Todo o trabalho ficará bloqueado à espera da decisão. Agora, pense nisso em áreas com muitas etapas de aprovação, como no marketing.  

 

A autonomia no trabalho também é uma aposta nas soft skills dos colaboradores. Criamos um contexto profissional em que inovação e criatividade são incentivadas, reforçando esses comportamentos em um mundo de constantes mudanças. 

 

Veja que a autonomia, aliada à diversidade no ambiente de trabalho, pode criar uma cultura em que, a todo momento, surjam ideias que o gestor jamais teria imaginado por si mesmo. 

 

Como aplicar a autogestão na prática? 

Para aplicar a autogestão, vamos redesenhar os cargos da equipe, definir critérios de atuação. Afinal, não basta liberar os profissionais para fazer tudo o que quiserem. Confira um passo a passo. 

 

Modifique as relações de responsabilidade e autoridade 

 

As principais mudanças nos cargos dos colaboradores ocorrem nas responsabilidades e autoridades. O primeiro conceito se refere aos deveres da pessoa e a quem ela se reporta, enquanto o segundo aos seus poderes e quem deve obedecê-la. 

 

Você revisará as responsabilidades do cargo, vendo o que pode ser feito pelo colaborador sem depender de decisões superiores. Além disso, deve avaliar em quais funções e assuntos a pessoa terá autoridade. 

 

Quanto menos a pessoa precisa se reportar a terceiros e quanto maior é a autoridade para tomar decisões, mais elevada é a autonomia no trabalho. 

 

Aumente o tempo de supervisão  

 

Outro ponto que afeta a autonomia é o tempo em que um profissional pode agir, por si mesmo, sem submeter as atividades a um superior. O profissional que, a todo momento, é controlado pelo gestor tem menos poder para se autogovernar. 

 

Um modelo de avaliação por resultados pode concretizar essa proposta. Aqui, a pessoa é avaliada se alcançou ou não os objetivos, tendo liberdade para definir os métodos de trabalho com os quais perseguirá as suas metas

 

Aposte em objective and key results (OKRs) 

 

Uma terceira metodologia para consolidar a autogestão são os OKRs. Neles, a liderança define o que a empresa deseja concretizar no próximo trimestre e fixa os resultados-chave que demonstram que os objetivos foram alcançados.. 

 

Para ampliar a autonomia no trabalho, é possível que, a partir dos objetivos definidos, os próprios colaboradores surgiram com quais resultados-chave eles podem contribuir, negociando metas com os líderes. 

 

Mude o papel da liderança 

 

Os líderes têm um papel diferente na autogestão. Nós não precisaremos mais de alguém para centralizar as decisões, dar ordens sobre como fazer as coisas e manter uma cobrança constante. 

 

Quem está à frente da equipe direciona seus esforços para organização, dá feedback, delega tarefas e coordena as atividades para que todos remem na mesma direção. Aliás, a tendência é que as pessoas capazes de se comunicar bem e engajar os demais se destaquem ainda mais na liderança. 

 

Estabeleça os limites de decisão  

 

Para finalizar, temos de criar as regras do jogo. O mais importante é que as pessoas saibam identificar claramente quais são as situações em que é preciso enviar a questão para um superior hierárquico.

 

Um primeiro exemplo é o limite financeiro, em que problemas até determinado valor estão dentro da atribuição do profissional. Outro, bastante utilizado nas profissões especializadas, é fixar os assuntos em que uma pessoa pode decidir, por exemplo, dar plena liberdade para o analista de RH planejar e executar os recrutamentos. 

 

Alternativamente, a liderança pode optar pelo máximo de autonomia, permitindo que o colaborador tome todas as decisões dentro das atribuições do cargo sem limites financeiros ou de assunto. Assim, o líder teria sua atuação mais ligada à organização das atividades. 

 

Quais são os benefícios da autonomia no trabalho? 

O aumento de poderes dos colaboradores contribui para que as empresas enfrentem muitos dos desafios de hoje, como lidar com a mudança e ser competitiva. Veja os pontos positivos da autogestão! 

 

Incentivar a Inovação e a criatividade 

 

O espaço para inovar e ser criativo serão parte do modo de ser da empresa. Assim, temos mais condições de nos adaptarmos às mudanças rápidas e contínuas do mundo de hoje, sempre com novas soluções. 

 

Reduzir a burocracia 

 

Também evitamos que os projetos e ações precisem passar por um longo processo para, só então, serem implementados. Além disso, a aprovação do líder deixa de ser um obstáculo constante ao andamento das atividades, tornando a organização mais ágil. 

 

Aumentar a satisfação dos colaboradores 

 

Os colaboradores são igualmente beneficiados, pois passam a enxergar os próprios papéis dentro da empresa. As pessoas são reposicionadas como parceiras, que recebem nossa confiança, em vez de simplesmente executar ordens e mais ordens. 

 

Melhorar a relação com o cliente 

 

Já os clientes estarão em contato constante com profissionais autorizados a satisfazer às suas demandas e resolver os problemas. Logo, temos mais condições de atender aos seus desejos e necessidades com rapidez. 

 

Vale a pena investir em autogestão?      

Agora que você já conhece os benefícios, vale a pena investir em um modelo tão diferente? 

 

A verdade é que a autogestão mescla as características positivas dos modelos de gestão horizontal e vertical, criando uma solução mais compatível com as necessidades das empresas de hoje. 

 

A proposta não é nem adotar a hierarquia rígida do modelo vertical nem conceder a  liberdade absoluta do horizontal. O que acontece é a ampliação da autoridade nas atribuições do colaborador. Além disso, é possível testar diferentes níveis de autonomia no trabalho até alcançar o modelo ideal. 

 

Por isso, vale muito a pena  investir na autogestão e criar um ambiente aberto à criatividade e inovação. Até porque, essas características são cada vez mais determinantes para competitividade das empresas

 

Quer aprender a ser um líder nesse novo cenário? Confira nosso conteúdo “A comunicação do líder em tempos de infodemia” e complemente a sua leitura! 

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