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Tecnologia: Algumas opções para criar engajamento em suas apresentações profissionais

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Usar recursos de tecnologia em apresentações ainda gera dúvidas. O quanto é necessário, o que usar e o principal: vai melhorar a experiência de todos? A resposta para esta pergunta vai depender do modelo de evento e do público.

 

Se estivermos falando de um formato como os do TED, por exemplo, com pitches mais curtos e apresentadores extremamente eloquentes e habilidosos, não é preciso nada além da fala. Já numa apresentação onde a participação e a interação da plateia é bem-vinda (e desejada), talvez valha a pena investir em recursos tecnológicos.

 

Em busca de um maior esclarecimento sobre o uso da tecnologia em apresentações, fomos atrás da opinião de especialistas no assunto. Conversamos com Guilherme Correa Neto, sócio diretor da Digital Solvers, empresa focada em soluções interativas para eventos, convenções e pequenas reuniões. E também pinçamos algumas tendências apresentadas no SXSW, festival de inovação, música e cinema, que acontece em Austin, no Texas, desde 1987. Neste blogpost você confere tudo que descobrimos a respeito.

 

Aumente o Engajamento

 

Um levantamento da Scientific Leaders mostrou que a atenção de uma audiência começa alta na exposição da ideia, mas vai caindo gradativamente depois de cinco a dez minutos. Com o uso de tecnologias, seja para a plateia fazer perguntas, seja para outras interações, o tempo de atenção do público aumenta. Com isso, a tendência é que as pessoas absorvam o que está sendo passado de maneira muito mais eficiente.

O que pode fazer a diferença em uma apresentação, portanto, é a capacidade de engajar a audiência. A partir do momento em que a pessoa participa de uma apresentação, ela passa a fazer verdadeiramente parte daquilo. O conteúdo torna-se algo construído a quatro mãos e, dessa forma, é mais fácil reter a mensagem.

 

É nesta hora que a tecnologia faz a diferença. “Algumas ferramentas ajudam demais no quesito ‘aumento da interação das pessoas’, inclusive em tempo real. Promovem isso dando mais voz ao público, gerando colaboração e insights”, afirma Guilherme.

 

Realidade virtual

 

A grande contribuição que a tecnologia traz para o universo das apresentações é a de enriquecer a experiência e gerar aquele “efeito uau”. Alguns recursos como a realidade virtual fazem a plateia ficar “imersa” na narrativa. Mais do que assistir, ela experencia a mensagem. E, consequentemente, a absorve de forma mais orgânica e – até – inesquecível.

 

Durante o SXSW, que aconteceu em março, foi possível ter um aperitivo de como este tipo de recurso está impactando o mundo das apresentações. A Sony fez demonstrações num espaço batizado de Wow Studio. Toda experiência foi baseada na tentativa de responder à seguinte questão: a tecnologia vai enriquecer a criatividade humana? Para isso, foram criadas situações sensoriais e relações entre os visitantes e as tecnologias do estande, buscando melhorar a experiência da audiência por meio da realidade virtual (VR) e da realidade aumentada (AR).

 

A tendência é que a realidade virtual esteja cada vez mais presente nas apresentações. Iniciativas como a da montadora alemão Audi, que, em 2015, foi a primeira a usar realidade virtual para apresentar um novo modelo de carro, serão cada vez mais comuns.

 

Outras tecnologias à disposição

 

Se a realidade virtual ainda não é uma possibilidade para sua empresa, há outros recursos que também podem enriquecer suas apresentações:

 

Keypads – estes aparelhos são utilizados sobretudo para votações e enquetes

 

Holografias – é um recurso caro, mas divertido para interagir com objetos e até com pessoas que não estão presentes

 

Gamefication – a gamificação é uma enorme tendência, utilizando jogos e técnicas de jogos para capturar a atenção das pessoas, a partir da superação de fase, ganho de pontos, competições e brincadeiras.

 

Aplicativos – É até engraçado pensar que até pouco tempo muitas empresas, em grandes convenções, proibiam que os participantes usassem celulares para não ter distração. “Hoje, o mobile é um recurso que deve ser entendido (e usado) como uma segunda tela em eventos. Um dos aplicativos mais requisitados pelos clientes da Digital Solvers em apresentações é o MeToo, que possibilita a aplicação a realização de enquetes em tempo real, chat de grupo, moderação, captação de perguntas de participantes em qualquer lugar do mundo, feedbacks (inclusive de forma anônima e, portanto, bem sinceros) e acesso a informações atualizadas sobre o evento.

 

A chance de opinar, mandar dúvidas e percepções via celular durante uma palestra aumenta a participação ativa com agilidade. Evita repetições de perguntas, brechas para falas prolixas ao microfone ou interrupções a todo momento – o apresentador tem tudo compilado e acessa o conteúdo quando quer. O resultado é ganho de dinâmica, maior absorção do conteúdo pela audiência e mais produtividade.

 

O propósito do uso das tecnologias, portanto, vai muito além de gerar impacto, impressionar ou escolher entre efeitos modernos e inovadores. Recursos hi-tech são capazes de oferecer uma verdadeira experiência e, com isso, elevam o grau entendimento do público. Trata-se de tornar a comunicação mais assertiva – o que, afinal, é o principal objetivo de qualquer apresentação. #Ficadica!