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Que história é essa de storytelling?

SOAP Apresentações Profissionais
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Muito se fala hoje do papel do “storytelling” na comunicação corporativa. Ou melhor, vamos chamar de contação de histórias. Antes o lúdico que o vício da própria comunicação corporativa de se apropriar de tantos termos em inglês. São justamente vícios como esse que, acumulados ao longo de anos, se converteram em uma série de regras que hoje fazem quase antônimas duas coisas que eu acredito serem sinônimas: fazer comunicação e contar histórias. Por isso, era inevitável que o mundo corporativo abraçasse as inúmeras iniciativas recentes do que eu chamo de um resgate: o resgate de algo que está na essência do ser humano. Nossos personagens e conflitos internos e externos. Nossos “inícios”, “meios” e “fins” de mês, de salário, de vida…

 

 

INÍCIO –-ATO 1

Tudo começou quando em uma universidade famosa mundialmente por ser um centro irradiador de pesquisas tecnológicas, o MIT, um grupo de pessoas resolveu estudar a ciência da história em seu Media Lab. Tomou como inspiração o cinema, a publicidade, a TV e todas as mídias onde as histórias são a matéria-prima principal para entender como isso se aplica ao dia-a-dia corporativo. O ponto de virada foi a criação do Center for Future Storytelling.

 

 

MEIO –-ATO 2

É onde estamos nesse momento: o processo de criar e contar histórias é tema de diversos livros e workshops que o relacionam com tudo aquilo que sempre encontramos na lista das cinco coisas que as empresas mais buscam: “engajar” e “formar líderes“, que só perdem para o número 1, “melhorar resultados”, que no fim das contas é uma consequência dos dois anteriores. Contar histórias já se tornou até metodologia para construção e reposicionamento de marcas.

 

 

FIM – –ATO 3

Se não houver surpresas ou grandes viradas, o final dessa história prenuncia que as histórias serão cada vez mais ferramentas imprescindíveis da estratégia das empresas, uma evolução natural do discurso da última década sobre a crescente relevância da comunicação corporativa.

E A MORAL DA HISTÓRIA?

É aí que mora o perigo: ao “ferramentalizarmos” algo que deveria ser tão espontâneo, não estaríamos criando um novo vicio, parecido com o que colocou “Missão, Visão e Valores” em um quadro bonito na recepção das empresas e esqueceu de perguntar se algum funcionário tem ideia do que aquilo significa? O final só será feliz se entendermos que o poder das histórias está justamente em um tipo de comunicação do dia-a-dia corporativo onde elas deixaram de acontecer há algum tempo, aprisionadas por ferramentas e normas que ninguém sabe de onde vieram: a comunicação interpessoal, ou melhor, o famoso cara a cara. É nesse momento que a marca, o posicionamento e a imagem da empresa se materializam.
E sua missão, visão e valores são exercidos. Sem uma boa comunicação de quem representa a empresa no cara a cara, todas essas coisas viram blábláblá. Por isso, saber contar histórias é tão fundamental.

E A SOAP COM ISSO?

Foi exatamente nisso que a SOAP se especializou e é o que vem fazendo há 11 anos: ajudar do presidente ao estagiário a contar boas histórias no seu dia-a-dia, do encontro no elevador à convenção anual. Ou como um cliente já nos disse, “um jeito de melhorar a vida das pessoas”. É o que procuramos fazer em trabalhos que podem ter como produto final uma apresentação com suporte do PowerPoint ou um filme. É o que buscamos ensinar em treinamentos, palestras, cursos e agora em um livro. Por isso, celebramos o momento em que o mundo tem compartilhado tanto conhecimento sobre as histórias.
Já existe até um Movimento Global pelo Storytelling, promovido pelo blog GetStoried, de um cara chamado Michael Margolis. Em outro post, ele compara a contação de uma boa história à linguagem do primeiro encontro, aquele momento decisivo em que você deve concentrar os esforços para flertar e seduzir. Não é assim em tantas reuniões, onde só há uma chance para vender um produto, uma ideia, um projeto?