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O que Patch Adams pode te ensinar sobre empatia

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Recentemente abordamos nesse post aqui a aplicação do princípio da empatia na construção do roteiro da sua apresentação.

 

Mas a empatia é uma qualidade inerente ao ser humano e que deve ser exercitada a todo o momento em nossa comunicação, mesmo em conversas mais informais.

 

Quando somos empáticos, estabelecemos uma conexão verdadeira com nosso interlocutor, derrubando julgamentos, preconceitos e rótulos para nos encontrarmos naquilo que nos aproxima e que nos faz humanos.

 

O vídeo abaixo, “O Poder da Empatia”, torna esse conceito bem tangível, mostrando o exemplo de uma conversa difícil, com alguém compartilhando uma profunda tristeza.

 

Para que fique claro a diferença que faz a empatia nessa conversa, vemos, em oposição, alguém tentando ser simpático com essa pessoa, ao buscar mostrar o “lado bom” das coisas, trazendo respostas sem muitas vezes nem termos sido apresentados a uma pergunta.

 

É um comportamento que muitas vezes adotamos, na melhor das intenções, mas no qual caímos como uma armadilha, cortando completamente a conexão com o interlocutor.

 

A empatia é um lugar onde não há julgamento ou qualificação daquilo que o outro está sentindo. Há apenas o reconhecimento dessa emoção, que vive em todos nós, e a disposição em sentir essa emoção junto com a pessoa, sem querer trazer uma solução, uma resposta, uma saída.

 

No filme “Patch Adams”, há uma cena genial que ilustra muito bem o poder da empatia, em que os colega de cela, Rudy e Patch, vivem um conflito: o primeiro que ir ao banheiro, mas tem medo, por conta de um esquilo imagináro que ele vê no caminho. Por conta disso, o outro não consegue dormir, já que o amigo se sacode na cama de tanta agonia.

 

 

Se Patch estivesse preocupado em apenas convencer o colega de cela Rudy a ir até o banheiro, apenas com argumentos de que “você está só imaginando coisas que não existem” ou “esquilos são inofensivos”, o impasse continuaria.

 

Em vez disso, Patch simplesmente embarcou na imaginação de Rudy, sentiu com ele aquelas sensações e “eliminou” os esquilos do caminho, sendo apenas empático.

 

Algo simples e ao mesmo tempo difícil de se realizar. A chave é praticar.