6 dicas de oratória para falar em público com confiança e naturalidade

SOAP Apresentações Profissionais - 11/12/2020

Um famoso estudo do jornal Sunday questionou os britânicos sobre o medo de falar em público — que ficou à frente da morte, das doenças e dos problemas financeiros. Com esse dado curioso, percebemos quão natural é ter dificuldades nessa área e porque precisamos de dicas de oratória, não é mesmo?  

A boa notícia é que, ao longo dos anos, foram desenvolvidas inúmeras técnicas de oratória para falar em público. Há uma verdadeira caixa de ferramentas para a pessoa melhorar a preparação, controle emocional, gestos, clareza e outros atributos do discurso. 

Neste conteúdo, contextualizamos o que é oratória e quais são os principais desafios de falar em público. Além disso, reunimos 6 dicas para se tornar um orador mais eficaz. Não deixe de conferir! 

O que é oratória?  

O dicionário de Cambridge define a oratória como “a capacidade de se expressar bem na fala e de compreender a linguagem falada”. Em um contexto profissional, somos testados nesse sentido de diversas formas, você já parou para pensar nisso?  

Por vezes, nossa audiência são colegas de trabalho, líderes ou clientes em uma reunião. Nelas, precisamos apresentar dados e relatórios com clareza, propor soluções, defender medidas, delegar tarefas, entre outras atividades. 

Há outras tantas situações em que somos confrontados com uma plateia. É o que acontece quando somos convidados a fazer um painel para investidores, palestramos dentro ou fora da empresa ou, até mesmo, fazemos as honras na confraternização da equipe. 

A verdade é que, no contexto empresarial, o peso da comunicação é bastante significativo, situando-se entre as soft skills mais desejadas. Assim, os profissionais precisam superar suas dificuldades e evoluírem na arte de falar em público. 

Quais são os desafios de falar em público?   

Como as pessoas são diferentes entre si, cada uma precisa entender quais dicas de oratória devem ser priorizadas. Não à toa, o autoconhecimento é o ponto de partida para falar bem em público. Afinal, os desafios são os mais variados: 

  • nervosismo; 
  • desorganização; 
  • timidez; 
  • insegurança; 
  • inexperiência.    

O papel das técnicas de oratória é ajudar você a lidar com essas dificuldades que prejudicam a capacidade de expressão e a superar ruídos de comunicação. Nesse sentido, o objetivo é ser entendido e atingir o objetivo do discurso sempre que necessário. 

Imagine, por exemplo, que você precisa dar um feedback sobre uma tarefa mal executada por um colega de trabalho. Aqui, não apenas é preciso que o receptor entenda que cometeu erro, mas o efeito esperado é a mobilização em prol da mudança.  

Por isso mesmo, uma comunicação meramente agressiva será inadequada, pois causaremos um conflito, em vez de engajamento.   

Como trabalhar a oratória para falar bem em público? 

O aprendizado da oratória exige a combinação entre teoria e prática. Por isso, após consultar as dicas abaixo e identificar quais delas fazem mais sentido para você, pratique em diferentes contextos sociais, até que construir as suas habilidades. 

1. Faça exercícios de respiração para se acalmar 

Os exercícios de respiração complementam muito bem as técnicas de discurso, melhorando nosso controle emocional. Antes de participar de uma reunião, palestra, aula ou algo assim, utiliza-se dessas ferramentas para manter o equilíbrio. 

Uma sugestão é fazer inspirações lentas e profundas, liberando o ar na sequência. Para isso, siga os passos abaixo: 

  • inspire o ar lentamente enquanto conta até 6, estufando a barriga (e não o peitoral); 
  • segure o ar enquanto conta até 4; 
  • expire o ar rapidamente enquanto conta até 5. 

Durante o processo, mantenha o foco na respiração, com o auxílio das contagens. Além disso, repita algumas vezes até ficar mais calmo e confortável. 

2. Esteja preparado para apresentação 

A dedicação antes da hora h é outro diferencial de uma boa apresentação. O planejamento traz confiança e contribui para que o objetivo da fala seja alcançado, tanto na transmissão da mensagem como no impacto causado no ouvinte.

 

Para melhorar a preparação, entenda qual é a sua audiência, determinando as expectativas dos ouvintes e a melhor abordagem para apresentação. Além disso, a linguagem precisa estar adequada em diferentes níveis. 

Fazer referência a informações e dados corretos 

O primeiro nível é fazer referências corretas. Uma informação equivocada pode nos colocar em situações constrangedoras, bem como prejudicar a nossa credibilidade— ainda que tenha passado despercebida num primeiro momento.   

Usar termos e expressões que a audiência compreenda 

Outro cuidado é saber se a pessoa realmente conhece o significado das palavras que utilizamos. Por exemplo, se você trabalha no marketing e precisa passar uma instrução para outro setor, talvez seja melhor explicar o que é CAC, KPI, taxa de conversão etc. 

Falar de maneira adequada ao contexto social 

A compatibilidade com o contexto é igualmente relevante. Existem locais em que gírias, informalidades, senso de humor e quebra de expectativas são bem-vindas, mas em outros tantos precisam ser formais e cuidadosos. 

3. Prepare uma apresentação com começo, meio e fim 

Saber qual é o ponto de partida, o caminho e a linha de chegada são detalhes que contam muito para um excelente resultado. Até porque, tudo o que não queremos é ficar em frente a uma plateia sem saber o que fazer, não é mesmo? 

Apresentação pessoal

O primeiro passo é saber como se apresentar às pessoas diante de um contexto que exige essa formalidade. A combinação de nome, cargo e objetivo é bastante clara, na maioria das situações. Além disso, agradecer o tempo disponibilizado pelos ouvintes é visto como algo educado. 

Introdução 

A introdução consiste em colocar o assunto, indicando sobre o que será a apresentação e qual é a importância. Você também pode temperar as coisas com dados ou questionamentos que despertem a curiosidade dos ouvintes. 

Desenvolvimento

O desenvolvimento depende bastante do objetivo da comunicação: apresentar dados, transmitir um conteúdo, fazer um comunicado, expor um projeto, vender um produto e propor a solução de um problema são exemplos. 

Existem alguns modelos de exposição de ideias que você pode se inspirar e usar no contexto empresarial. Confira três exemplos: 

  • FCA; 
  • fato — contextualizar o problema; 
  • causa — explicar a origem; 
  • ação — propor uma medida. 
  • FOFA;
  • forças — expor as vantagens de algo; 
  • oportunidades— explicar o que pode ser aproveitado no ambiente; 
  • fraquezas — trazer as desvantagens; 
  • ameaças — mostrar as dificuldades do ambiente.
  • SCQ; 
  • situação— descrever o que está acontecendo; 
  • complicação — demonstrar os obstáculos e dificuldades para enfrentar o contexto; 
  • questão-chave — abordar a pergunta decisiva para resolver o problema. 

Conclusão 

A conclusão normalmente consiste em deduzir algo da narrativa apresentada, propor uma solução ou deixar uma reflexão para a audiência. Logicamente, o objetivo da comunicação é quem dá o tom do encerramento.

 

4. Utilize o storytelling 

Uma forma inteligente de introduzir ou desenvolver um tema é o storytelling. Nele, falamos sobre experiências pessoais, casos de sucesso, analogias com situações do cotidiano e outros recursos para ilustrar os conceitos. 

A primeira vantagem da abordagem é tornar a apresentação menos abstrata. Uma boa história demonstra faz as pessoas enxergarem as ideias que estão sendo transmitidas com mais clareza 

Outro benefício é manter a atenção do público. O storytelling gera expectativa na audiência— que deseja saber o final da narrativa ou os conceitos por trás da história. Logo, é mais fácil prender os olhos do público. 

Por fim, o recurso pode ser usado para gerar identificação. É comum, por exemplo, iniciar a apresentação com uma situação que reflita as dores, desejos ou necessidades do ouvinte, despertando o interesse pelo conteúdo. 

5. Aposte em dados, especialmente os financeiros 

No ambiente empresarial, dados e resultados são um tema recorrente das apresentações. Uma boa apresentação de RH explica quais foram as melhorias na rotatividade de pessoal, já uma excelente ainda conecta o tema ao impacto financeiro. 

Os recursos visuais, como gráficos e tabelas, são úteis para fazer essas demonstrações. Além disso, é importante que você tenha fácil acesso aos números, até mesmo, para não ser surpreendido em uma reunião. 

6. Desenvolva o autoconhecimento 

No guarda-chuvas das dicas de oratórias, também se encontram os cuidados com a expressão verbal e corporal durante o discurso. Em uma fala em público, dificuldades recorrentes são as seguintes: 

  • vícios de linguagem, como “tá”, “né” e “aí”; 
  • gestos excessivos ou estranhos; 
  • barulhos com batidas de mão ou de pé; 
  • respostas do corpo ao nervosismo, como tremer as mãos ou ranger os dentes. 

O trabalho desses pontos começa com a observação. Apresentar-se para a câmera ajuda nessa visibilidade e pode ser um excelente treinamento. Faça uma lista com os desafios identificados e pratique uma melhoria por vez. 

Uma segunda dica é assistir palestras dos profissionais que você admira, anotando comportamentos que podem ser incorporados ao seu estilo. Depois, utilize a rotina de treinamentos filmados para desenvolver as habilidades. 

Fique atento também às dificuldades que não estão ligadas apenas ao discurso, mas a questões físicas ou emocionais. Fonoaudiólogos e Psicólogos são dois excelentes exemplos de especialistas que podem ajudar você a falar melhor em público. 

Lembre-se, por fim, de que as técnicas apresentadas são apenas o começo, e há muito mais o que aprender sobre o tema. Hoje, existem cursos e treinamentos completos para oratória e apresentação em público. Afinal, como dito lá no começo, é natural as pessoas terem dificuldades nessa área. 

Sendo assim, aplique as dicas de oratória e aprofunde-se com as qualificações profissionais. O processo de aprendizagem é como aprender a andar de bicicleta ou a dirigir. Em primeiro lugar, tomamos consciência do que precisa ser feito e, depois, praticamos vários dias para automatizar os novos comportamentos. 

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