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Dicas para falar bem em público – Superinteressante

SOAP Comunicação Corporativa
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capa_superNo início de fevereiro, fomos surpreendidos pela capa da Superinteressante!
Com uma reportagem de capa sobre o tema falar em público, a revista mostra pesquisas científicas e exemplos de excelentes oradores para ajudar na compreensão de quem se interessa pelo assunto.

“Pode ser em cima de um palco, em uma reunião de trabalho ou na frente do computador. Falar bem nunca foi tão essencial. Com as dicas dos melhores palestrantes do mundo e uma ajudinha da ciência, qualquer um pode ser o próximo Martin Luther King.” Esse é o início do texto – e concordamos totalmente!

 

Essa frase reitera a relevância de desenvolver as habilidades de comunicação, um trabalho que levamos muito a sério aqui na SOAP. Para te ajudar ainda mais, nos aprofundamos em três pontos que consideramos mais importantes.

A emoção é fundamental para gerar engajamento

Uma das dicas que a reportagem traz é sobre um aspecto importante para atrair a atenção da audiência em apresentações: o apelo emocional. Quem nunca ficou com os olhos marejados depois de ouvir uma história de superação, de amor ou de perda? A reportagem fala da importância de o orador compartilhar memórias relevantes de sua vida. Elas possibilitam a identificação com os ouvintes e geram conexão emocional. Quando atingimos o emocional, maiores são as nossas chances de criar empatia – algo fundamental para reter a atenção da plateia.

 

O exemplo usado na reportagem é o texto Filtro Solar, escrito pela jornalista Mary Schmich e famoso aqui no Brasil na voz do apresentador Pedro Bial. No discurso, que viralizou nos e-mails no fim dos anos 90, há frases como “as pessoas mais interessantes que eu conheço não sabiam, aos 22, o que queriam fazer da vida”. Além de surpreender, o discurso gera instantaneamente a conexão emocional.

 

Caso você não tenha uma história de superação ou uma memória interessante para compartilhar que tenha relação com o assunto, você pode criar essa conexão usando metáforas. Caso você queira apresentar um concorrente ultrapassado em uma reunião de negócios, por exemplo, é interessante você utilizar uma metáfora para contar a história por trás dos números. Talvez adaptar o confronto a uma maratona olímpica seja uma boa opção. Use sua criatividade para contar o discurso da forma menos entediante possível e conectar sua audiência ao que está sendo dito.

 

Em suas apresentações, tente equilibrar racionalidade e emoção. O lado racional, sustentado por números e gráficos, aumenta a credibilidade. Já o lado emocional ajudará a manter a atenção da audiência em você.

Não hesite em ensaiar

Você costuma ensaiar antes de suas apresentações? Se não, faça isso. Apostamos que seus resultados serão melhores.
Ensaiar na frente de uma câmera é uma dica que sempre damos aos nossos clientes para preparação. Dessa forma, você é capaz de analisar toda a performance e ter uma noção completa de seu desempenho. Outra de nossas sugestões – e também da Super – é pedir para que seus conhecidos escutem o que você irá apresentar e deem feedbacks sobre a clareza do conteúdo, sua linguagem corporal, seu tom de voz e, principalmente, sua expressão facial – o único aspecto que você não consegue perceber por conta própria.

 

Quando falamos em público, somado ao medo de julgamento está o medo do novo. Experiências desconhecidas nos assustam. Ao ensaiar em frente a uma plateia, mesmo que conhecida, seu cérebro irá receber a mensagem de que o evento está realmente ocorrendo. Quando subir no palco, o cérebro interpretará como algo já ocorrido. Você se sentirá mais familiarizado com a situação e ficará mais seguro.
Além disso, o ensaio permite memorizar a mensagem. Sem ensaios antes da apresentação, há um grande risco de que seu foco esteja apenas em lembrar do discurso, sem que você preste atenção a vários outros elementos importantes para uma performance bem-sucedida – que vão além do conteúdo. Você não irá pensar em ingredientes essenciais para uma boa performance, como ênfase da voz e conexão visual com o público, por exemplo. Sua mente estará concentrada em não esquecer nenhuma parte do discurso. Por isso, ensaie sem medo!

Saiba controlar o ritmo de sua fala

“Dite o ritmo” é outro tópico que julgamos importantíssimo do texto da Super. Utilizando o exemplo do conhecido discurso I Have a Dream, de Martin Luther King (que analisamos nesse blog post), a revista fala sobre pausas e cadência. De acordo com a revista, a pausa é fundamental para um bom discurso. Ela pode ser utilizada no final de uma frase ou como ponto de respiro entre partes de uma frase longa. Nós recomendamos que você faça pausas, sim, mas de no máximo dois segundos – mais que isso, a audiência pode interpretar como perda de foco ou da linha de raciocínio. Se bem aplicada, tem vários benefícios: possibilita que a audiência processe as informações; destaca o que está para ser dito; permite que o orador pense e respire melhor; facilita a eliminação de palavras vazias, como “éééé” e “ãããã”; e demonstra segurança e credibilidade.
Quem faz isso com maestria?
Barack Obama, o ex-presidente dos Estados Unidos.

 

Outra dica relevante é adaptar seu discurso a cada situação. Por estar falando para 200 mil pessoas a céu aberto, Martin Luther King precisava adotar uma cadência mais lenta. Do contrário, o entendimento do público seria dificultado. Em um ambiente fechado, com um público menor e que já tenha mais familiaridade com o assunto que você vai abordar, o melhor é ir alternando a velocidade da fala. Quando você quer colocar intensidade, pode aumentar a velocidade e colocar mais ênfase. Agora, se seu objetivo é fazer uma reflexão, a cadência deve ser mais lenta. O ritmo de sua fala ajuda a manter o domínio de seu discurso.

 

Recomendamos muito a leitura da revista, mas se você quiser se aprofundar no assunto e ter ainda mais segurança ao falar em público – seja para uma grande audiência ou em uma sala de reunião para cinco pessoas –, clique aqui e confira nosso curso SOAP Apresentador. Nele, realizamos um diagnóstico individual e trabalhamos cada dificuldade em uma metodologia que leva em conta o planejamento de narrativa, empatia e linguagens verbal e não verbal.