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O que é escuta ativa?

SOAP Comunicação Corporativa
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Quando uma apresentação é um fracasso, costumamos refletir sobre as razões pelas quais ela não deu certo. Normalmente, pensamos que o material apresentado não estava bom o suficiente. Ou, então, que a postura não estava adequada e transmitiu pouca credibilidade.

Mas, pode ser que nenhum desses tenha sido o motivo. Talvez, a audiência estivesse com tantas preocupações na cabeça que não conseguiu absorver a sua mensagem. Acontece… Inclusive, você já parou para pensar se faz o mesmo com quem vem conversa com você?

Quando o apresentador não foca no momento presente, não repara em como o seu interlocutor reage à sua fala e nem presta tanta atenção nas horas em que alguém decide se manifestar, isso faz com que diminua consideravelmente as suas chances de sucesso. Basicamente, não pratica o conceito de um termo em alta ultimamente: a escuta ativa.

Mas, afinal, o que é isso?

A escuta ativa é um dos pilares da comunicação generosa. A partir do momento em que uma pessoa se dispõe a conversar com a outra, presta atenção ao que está sendo dito e se interessa genuinamente pelo assunto, ela está sendo generosa. É natural que o ser humano goste de ser ouvido, e ser por alguns momentos o centro das atenções traz uma sensação de bem-estar.

Porém, se engana quem pensa que a escuta ativa é simplesmente você ouvir o que o outro tem a dizer. É importante, também, adiar os julgamentos sobre o outro. Cada um vive em uma realidade e tem uma história diferente, o que resulta em pensamentos e comportamentos diferentes. Por isso, dizemos que a escuta ativa também é compassiva. É você ter compaixão e entender que ali, na sua frente, há um ser humano que pode pensar diferente de você, mas que quer compartilhar uma mensagem. De alguma forma, ele pensa que você pode ajudá-lo. Por isso, o escolheu para ouvir uma história.

 

Vamos ao exemplo!

Suponha que um gestor esteja em uma reunião de feedback com um profissional que não estava cumprindo os prazos como deveria. O nosso instinto natural, em situações como essa, é já começar a falar que a entrega estava aquém do esperado e liberar a raiva. Agora, se esse gestor praticar a escuta ativa, ele tem a possibilidade de realmente entender o que está acontecendo com aquela pessoa. Antes de tudo, o ideal é que questione: O que o impede de cumprir prazos naquele momento? É só falta de atenção ou há algo por trás – trabalho em excesso, problemas familiares ou falta de motivação?

A escuta ativa ajuda a conectar-se e demonstrar interesse em ouvir os argumentos e cria uma atmosfera de confiança. Lembrando que a confiança é a base de qualquer relacionamento saudável.

Os benefícios da escuta ativa são uma via de mão dupla: quem fala percebe que a sua opinião é importante, confiando em que está ouvindo; quem ouve sem julgar é capaz de entender que cada pessoa vive de um jeito, de acordo com as suas experiências e visão de mundo. A partir daí, fica mais fácil alinhar as expectativas.

 

E aí? Pensando agora, você acha que pratica a escuta plena na sua comunicação? Comente aqui embaixo!

E lembre-se: pratique a escuta ativa não só nas suas reuniões e apresentações profissionais, mas também nas suas relações fora do trabalho. Você vai perceber como os seus laços serão mais duradouros e verá como uma boa comunicação aproxima você dos seus objetivos!