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Como os seus pensamentos podem impactar a linguagem não verbal

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Como os seus pensamentos podem impactar a linguagem nao verbal

Nos anos 50, o pesquisador Albert Mehrabian foi um dos pioneiros nos estudos sobre linguagem não verbal. Segundo ele, o percentual da recepção da comunicação interpessoal pelo ouvinte é de 7% para a mensagem verbal, 38% para a vocal e 55% para a não verbal. Sim, você leu certo. Quando alguém fala com outra pessoa, apenas 7% do que o interlocutor capta é o conteúdo da mensagem. Dito isso, você pode imaginar o quanto é importante se atentar à forma como se porta durante uma apresentação.

 

Neste blog post, mostraremos como os seus pensamentos podem impactar diretamente em sua linguagem corporal e, por sua vez, como a linguagem corporal pode influenciar o seu bem-estar durante apresentações- e em outras situações da comunicação corporativa.

 

 

A comunicação não verbal faz transparecer os seus pensamentos

 

Se estiver infeliz, dificilmente sua expressão facial será sorridente. É provável que o seu semblante seja triste e a sua postura cabisbaixa. Os responsáveis por determinar estas emoções são os nossos pensamentos. Pois é, a cabeça é quem manda nas emoções. Imagine que, na véspera de uma reunião, o apresentador pense “eu não vou conseguir” ou “as pessoas não vão gostar do que tenho a dizer”. Essas afirmações, mesmo que ditas mentalmente, tendem a reduzir a sua autoconfiança. Na hora H, tende a ficar nervoso, com uma postura tensa e, consequentemente, pode se enrolar na transmissão da mensagem. Por fim, a audiência talvez não compreenda bem a mensagem e, o que é pior, pode desconfiar da autoridade do apresentador sobre o assunto.

 

Barack Obama ainda é considerado um dos grandes oradores da atualidade. A postura elegante, a expressão facial calma e convidativa e a forma como utiliza os gestos para enfatizar o discurso ajudam a dar credibilidade ao que ele diz. Ter inteligência emocional é essencial para dominar estas técnicas e saber utilizá-las com maestria. Para conseguir isso, o primeiro passo é não duvidar do seu potencial como apresentador com pensamentos negativos. Pode parecer clichê, mas não é! Segundo estudos na área da neurociência, o cérebro humano é incapaz de diferenciar situações reais e imaginárias. Se você ficar imaginando que a apresentação será um fracasso, as probabilidades de que ela realmente seja aumentam. Porque, para o cérebro, aquilo é um fato – ainda que seja apenas uma preocupação. Ao invés disso, nas vésperas da apresentação, experimente fazer uma simulação: fale em voz alta o conteúdo e adote a linguagem corporal adequada – uma postura neutra, uma expressão facial simpática e gestos que reforcem a mensagem. Desta forma, quando for para valer, o seu cérebro estará familiarizado com a situação. Você provavelmente ficará mais calmo e sua comunicação será mais efetiva.

 

 

Posturas de empoderamento

 

O contrário também acontece: quando o corpo adota determinada postura, o cérebro pode receber a mensagem de que você está seguro ou inseguro. Suponha que um apresentador esteja com as costas curvadas e fale olhando para o chão. A primeira impressão que ele causará na audiência provavelmente será a de que não está confiante e que preferiria estar em outro lugar, mesmo que o público traduza isso como “algo estava errado com ele, mas não sei dizer bem o que é”. Para acalmar os nervos, busque adotar posturas confiantes nos palcos, com as costas longas e retas e a cabeça paralela ao chão. Ao fazer isso, seu corpo entenderá o recado: você realmente está calmo e confiante.

 

E aqui vai a dica de ouro para se preparar melhor: antes de subir aos palcos, você pode fazer uma lista de ameaças e oportunidades. O que lhe causa medo? É o julgamento das pessoas? Ou o medo de esquecer a mensagem? Ao final, você descobrirá que não há motivos extremos para se preocupar e que os prováveis resultados valerão a pena – como uma promoção, a venda de um produto ou o reconhecimento entre os seus pares.